Crescimento do país depende de boas contratações

Crescimento do país depende

Nunca nosso país teve tão condições decantadas de crescimento como neste ano de 2010, às vésperas de uma nova década. Em recente encontro com executivos em São Paulo, um analista econômico de prestígio, com diversas conferências internacionais proferidas nos últimos anos sobre o mercado brasileiro, confirmou que há vários sinais de que o Brasil finalmente será a “bola da vez”. Ele ressaltou, porém, que ainda há muitos obstáculos a superar até que tenhamos uma “tacada certeira”.

Um dos investimentos mais necessários para que nossa aceleração econômica alcance patamares de país desenvolvido é o que precisamos demandar na preparação e contratação de pessoal. Setores como os de tecnologia da informação e energia já sofrem com a falta de mão-de-obra qualificada. Mas, mesmo em áreas onde há boa oferta de profissionais, como serviços e indústria, existem carência de gente com perfil adequado à atividade que se propõe desempenhar.

Esse descompasso é na grande maioria das vezes originado na falta de uma política de recursos humanos adequada entre as empresas e erros imperdoáveis ainda cometidos na seleção de pessoal, dos quais podemos citar o nepotismo, o favorecimento pessoal, a troca de favores, a miopia estratégica, a não retenção de talentos, a falta de iniciativa para diminuir o turnover, entre outros.

Estima-se que todo funcionário contratado custe pelo menos três vezes mais o que recebe em carteira assinada. Se ele ganha, por exemplo, R$ 5 mil por mês, ao final de ano, o colaborador terá custado cerca de R$ 180 mil à empresa. A partir desses dados, não é preciso ir muito longe para calcular o custo de uma política de contratações equivocada.

No momento em que o Brasil prepara o salto para um novo status econômico, a gestão de pessoas surge como prioridade. O país possui expertise para se aprofundar no assunto, e esse mergulho deve ser imediato, uma vez que a profissionalização na contratação de mão-de-obra é a alternativa mais comprovadamente eficaz de otimizar o investimento das empresas em recursos humanos. Compreender a importância desse tipo de medida é, portanto, essencial para que o Brasil alcance de fato o trilho do desenvolvimento, apregoado pelos nossos competentes economistas.

É também uma maneira de garantir que o brasileiro tenha em breve não apenas um país mais rico, mas também uma nação composta de gente mais produtiva e feliz.


Norberto Chadad

Norberto Chadad é Engenheiro Metalurgista pela Universidade Mackenzie, Mestre em Alumínio pela Escola Politécnica, Economista pela FGV, CEO da Thomas Case & Associados e Fit RH Consulting, e tem “Paixão por Pessoas”.

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