Criatividade: possível solução para a educação de seus colaboradores

Homem pintando a parede

Criatividade, criar, desenvolver, inventividade. Sinônimos de um tema constantemente abordado em nosso dia a dia corporativo, afinal, “dizem” que devemos ser criativos em buscar soluções para desenvolver novos produtos/serviços. E, avaliando sobre a palavra “criatividade”, questionei-me de fato se somos e/ou se podemos ser criativos no mundo corporativo?

Muitos dos profissionais que facilito o conhecimento sobre carreiras, diversas insatisfações são verbalizadas pelas dificuldades em adaptarem-se a diferentes grupos. A falta de comunicação e a ausência de autonomia no mundo corporativo são alguns dos fatores que impedem ou dificultam o processo de criatividade.

E estas insatisfações não são exclusivas somente dos executivos. As crianças e os adolescentes participam também desses anseios. Em uma palestra no qual orientei cerca de 100 alunos do ensino médio em São Paulo, insatisfações semelhantes foram verbalizadas. A resistência da adaptação do novo, da comunicação com pais e amigos, no bloqueio da escolha por uma profissão, de trabalhar em grupo, entre outros dilemas foram discutidos e observados.

Refletindo sobre a educação, a criatividade faz parte do processo de apreender. E esta palavra, o que significa? Conforme o dicionário Michaelis, a palavra apreender tem sinônimos como “captar o sentido, assimilar, perceber, tomar posse, pegar para si, apropriar-se, assimilar na mente, entender, compreender”. O apreender tem a ver com a autonomia que traz a capacidade do ser humano de fazer escolhas, de fazer algo que detém um sentido.

Então a criatividade é uma parte do aprendizado e nela observamos outros dois temas: a autonomia e a autoestima.

A autonomia carrega o sentido de liberdade de escolhas e dos melhores caminhos aceitos. Os caminhos são construídos com o aluno e não necessariamente por um modelo educacional onde não nos dá uma possibilidade de pensar e de questionar. O papel do professor é importante para facilitar os processos de aprendizagem e de estratégias para que o aluno tenha compreensão do que é ser autônomo.

Idem ao mundo corporativo no qual existem profissionais semelhantes aos professores com a responsabilidade em simplificar estes caminhos. O próprio gestor da área ou a área de recursos humanos e/ou a educação corporativa potencializam a autonomia consciente. É claro que existem regras e métodos a serem seguidos para que tenhamos “um norte” e uma melhor organização das atividades, contudo, não quer dizer que somos autossuficientes em nossas escolhas e nossas atividades.

Já a autoestima é estimulada no mundo corporativo de forma positiva observando as habilidades e os comportamentos dos profissionais. Muitas vezes um elogio tem um significado maior do que um aumento salarial, como exemplo. O ser humano é estimulado quando está alegre, confiante e, certamente, trará uma qualidade de vida para o ambiente de trabalho.

Por isso que muitas empresas estimulam seus colaboradores em práticas de meditação, estudo coletivo, espaços verdes, rodas de discussão, uso de jogos eletrônicos, são algumas possibilidades para agregar valor profissional.

Tão importante quanto incentivar a criatividade nos colaboradores é perceber o diferencial de cada um e despertar o desejo neles de desenvolverem-se profissionalmente. Colaboradores com perfis criativos são ativos e merecem atenção dentro da Organização.

Apoiar o trabalho em grupos é um fator determinante para evitar a inércia e a falta de ideias, assim a empresa dará a oportunidade para a inovação sempre.

“A nossa mais elevada tarefa deve ser a de formar seres humanos livres que sejam capazes de, por si mesmos, encontrar propósito e direção para suas vidas.”, citação de Rudolf Steiner.


Thiago Brolezzi | Consultor de Transição de Carreira
Thiago Brolezzi | Consultor de Transição de Carreira

Pós-Graduado em Pedagogia Empresarial pela Universidade Paulista, MBA em Recursos Humanos pela Universidade Nove de Julho, Especializado em Mediação Social e Facilitação de Processos pela Ecosocial/Comviver, Graduado em Administração de Empresas com ênfase em Hotelaria pelo Senac e Certificado em Coaching pela SLAC – Sociedade Latino Americana de Coaching

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