Desemprego ou subemprego: o salgado custo da Ignorância!

Desemprego ou subemprego

Pelo que vejo publicado nos jornais e revistas ultimamente, parece que a crise começa a dar sinais de desaquecimento, e há uma tendência de redução da taxa de desemprego no país. Antes de comemorar, contudo, resolvi aprofundar-me nesta análise, e eis que descubro um fato que merece atenção: o emprego vem aumentando, isso é certo, mas o salário está menor! Em conclusão, as empresas estão renovando seus quadros contratando profissionais, muitas das vezes até mais qualificados, mas com salários menores.

Obviamente, não quero dizer com isso que os profissionais devam deixar de aceitar uma oferta de emprego só por causa do baixo salário oferecido, pois entre receber um salário menor e ficar desempregado, sem dúvida se deve optar pela primeira opção. Sabemos, ainda, que o poder de barganha do profissional desempregado é muito pequeno face à opressão representada pelo desemprego. Pode-se dizer que mais vale um baixo salário do que salário nenhum!

Já se mostrou, contudo, que existem fatores determinantes da remuneração, e um desses fatores é, justamente, a qualificação acadêmica do profissional. Demonstramos estatisticamente que à medida que aumenta o grau de instrução ou de atualização profissional, maiores são os salários oferecidos ou praticados, e por isso nossa recomendação aos profissionais que assessoramos sempre foi a de buscar constante atualização. Ainda assim, um em cada cinco profissionais não busca se atualizar.

Sempre digo que há inúmeras chances de se buscar uma atualização profissional, um curso, aprender algo novo. O mais importante, acho, é entender que este processo precisa começar por dentro de cada um, com uma atitude proativa e positiva por parte de cada um. Infelizmente, não são poucas as pessoas que simplesmente ignoram qualquer forma de atualização, e sequer leem seja um jornal ou um livro. Já publicamos uma pesquisa onde cerca de 10% dos respondentes declarou não ler nenhum livro, nenhuma revista ou nenhum jornal. Este é então o momento para que os profissionais que estejam se dedicando a uma transição de carreira reavaliem a posição frente à necessidade, cada vez mais presente no mercado, de constante atualização profissional.

Entendo perfeitamente que existe um custo atrelado a esta solução, e este custo não é desprezível. Mas tudo é uma questão de prioridade, de visão de futuro e de avaliação isenta desta relação custo-benefício, pois existem cursos bons mais em conta, e também existem cursos caros que não valerão a pena o investimento. Recomendo a todos que busquem orientação quanto a este tema, até para evitar arrependimentos posteriores. De toda forma, uma coisa é certa: é muito melhor investir em educação, no desenvolvimento profissional, do que não o fazer. A este respeito, convém sempre relembrar uma célebre frase de um dos mais célebres ex-presidentes dos Estados Unidos, Benjamin Franklin. Ele dizia: “Se você acha que a instrução é cara, experimente a ignorância”.

Parafraseando Franklin, recomendo a todos investir na própria atualização profissional até como forma de evitar experimentar o salgado custo da ignorância que é o desemprego ou um subemprego com baixo salário. E aqui utilizo a palavra custo para ilustrar bem não a implicação financeira da ignorância (quanto ela custa em dinheiro), mas a implicação social e temporal, com os reflexos danosos acompanhando o profissional ao longo dos anos, provocando o desemprego ou subempregos com baixos salários.

Por isso, caro leitor, recomendo a você que busque renovar desde já seus conhecimentos, atualizando-se profissionalmente. Se possível, aumente o hábito de leitura. Aumente sua competitividade e você verá que esse salgado custo pode igualmente se transformar num doce sabor – mas isso só depende de você. Força sempre!


Norberto Chadad

Norberto Chadad é Engenheiro Metalurgista pela Universidade Mackenzie, Mestre em Alumínio pela Escola Politécnica, Economista pela FGV, CEO da Thomas Case & Associados e Fit RH Consulting, e tem “Paixão por Pessoas”.

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