Inteligência emocional: técnicas eficazes para desenvolver esta capacidade

Afinal, o que vem a ser inteligência emocional? “Inteligência Emocional é um conceito relacionado com a chamada inteligência social, presente na psicologia, que descreve a capacidade de reconhecer e avaliar os seus próprios sentimentos e os dos outros, assim como a capacidade de saber lidar com
eles. ” (Daniel Goleman, Inteligência Emocional, 1995).

Mas na prática como funciona? A inteligência emocional é a habilidade de gerenciar as próprias emoções de maneira eficaz para atenuar o nível de estresse, comunicar-se de forma adequada, ser mais compreensivo, saber ouvir os outros, ter maior envolvimento com os problemas alheios, resolver desafios e conflitos.

Partindo destas inferências, se sua inteligência emocional está elevada, significa que você identifica e compreende o seu próprio estado emocional e o dos outros. Você pode utilizá-la para estabelecer relações interpessoais, a fim de fortalecer esses relacionamentos e obter, em consequência, maior êxito no trabalho e uma vida pessoal mais prazerosa.

É também uma ferramenta psicológica poderosa que tem sido bastante usada, porém, a má interpretação e o domínio equivocado dos sentimentos são problemas que praticamente atingem a maioria das pessoas, estimulando pressuposições desfavoráveis. Principalmente em época de crises, como ocorre no momento, é importante no mundo corporativo o uso de tal ferramenta, para melhorar a nossa interpretação sobre nossas convicções e sobre as emoções dos outros, para um trabalho coeso, empático e agradável, portanto, mais produtivo.

Encontramos algumas técnicas para desenvolver essa capacidade, inclusive, cursos específicos sobre o tema, como também vasta literatura sobre o assunto, o que viabiliza aos profissionais que buscam um diferencial que possa pesar na balança de suas habilidades. Nos dias atuais pode fazer a diferença no desempenho profissional ou até ser o diferencial numa seleção para um novo contrato de trabalho.

Se você se depara com fatos, como os três que mencionaremos a seguir, é sinal de que você precisa desenvolver essa capacidade: 1) você almoçou com um colega de serviço e não entendeu o mau humor apresentado por ele durante o almoço; 2) você fica confuso com os altos e baixos emocionais do seu local de trabalho; 3) você não sabe porque a última conversa com seu gestor o deixou tão chateado.

Conforme já mencionado, a má interpretação dos próprios sentimentos e os dos outros é uma prática corriqueira, pois segundo o estudo feito por Travis Bradberry e Jean Greaves, autores do livro “Emotional Intelligence 2.0”, somente 36% das pessoas conseguem identificar suas próprias emoções. A pesquisa foi feita com mais de 500 mil pessoas ao longo de uma década, demonstrando que essa competência, além de rara, é muito valiosa. O chamado CE (Coeficiente Emocional) está ligado a 58% do sucesso profissional das carreiras.

Algumas habilidades que podem ser treinadas para trabalhar a Inteligência Emocional, são: autocompreensão; autodomínio; sociabilidade; e, entrosamento.

Autocompreensão: reconheça suas próprias emoções, identificando-as e entendendo o porquê fica nervoso ou alegre com alguns fatos. Descubra seus pontos fracos e os fortes e, tenha autoconfiança.

Autodomínio: seja capaz de dominar os seus sentimentos e comportamentos impulsivos, controlando suas emoções de forma saudável. Dê um tempo antes de agir com uma reação emocional bombástica. Deixe para o dia seguinte uma resolução para evitar desgastes desnecessários. Nada como um dia após o outro, depois de um sono reconfortante.

Sociabilidade: habitue-se a chamar as pessoas pelo nome. Esse simples detalhe “desarma” o outro; você cria um vínculo, o que facilitará o seu acesso às emoções alheias. Procure não se distrair quando está interagindo socialmente, fixe sua atenção na outra pessoa. Observe as pessoas mesmo quando não estiver participando de alguma cena. Estude o modo como falam, riem e se interagem, você descobrirá dicas importantes. Entenda as emoções das outras pessoas e, se sentirá mais confortável socialmente e reconhecerá melhor um grupo ou uma organização.

Entrosamento: demonstre zelo e curiosidade em conhecer as pessoas, seja interessado por elas. Manifestando interesse, você cresce perante os outros. Procure sempre explicar suas decisões, não apenas tome-as, explique-as com detalhes e clareza. Pedir desculpas é positivo, melhor você dizer, desculpe-me fiz algo que prejudicou você do que você fez algo que me afetou, traga para si o motivo do “bate-boca“.

Pratique, aperfeiçoe e exerça as habilidades da “Inteligência Emocional”. Convido-os a usar as técnicas apresentadas. Vale lembrar que fazer algo sistematicamente por mais de duas semanas, um hábito é criado. Seja persistente!


Norberto Chadad | CEO das empresas Thomas Case & Associados e Fit RH Consulting
Norberto Chadad | CEO das empresas Thomas Case & Associados e Fit RH Consulting

Mestre em Alumínio pela Escola Politécnica, Mestre em Metalurgia pela USP, MBA pela Los Angeles University, Graduado em Economia pela FGV e Graduado em Engenharia Metalurgista pela Universidade Mackenzie

Os comentários estão fechados.