Mesmo feliz, profissional quer ouvir propostas de emprego – Época Negócios

Por Rodrigo Capelo

Pesquisa feita por empresa de recrutamento descobriu que 79% dos consultado fez pelo menos uma entrevista de emprego nos últimos dois anos

Executivos se interessam por ofertas (Foto: Getty Images)

O mercado de trabalho dá novos sinais de que a disputa por mão de obra qualificada está cada vez mais acirrada no Brasil. Uma pesquisa realizada pela consultoria em recrutamento Thomas Caseconstatou que 79% dos entrevistados, entre 433 profissionais de média e alta gerência de todo o Brasil, fizeram entrevistas para trocar de emprego nos últimos dois anos.

“Quando os profissionais são chamados, independentemente de estarem bem na empresa em que estão contratados, eles estão respondendo, querendo ouvir o que os concorrentes têm a oferecer para eles. Há algum tempo, nós ligávamos, perguntávamos se o indivíduo estaria interessado em participar de um processo, e eles recusavam. Hoje, não. Ele está aberto a ouvir”, explica Norberto Chadad, presidente da consultoria.

Quem fez entrevista Quantas vezes
22,4% Mais de seis
21% Nenhuma
13,4% Duas
13,2% Três
11,8% Quatro
8,5% Uma
8,1% Cinco
1,6% Seis

Esse movimento tem criado um efeito colateral no mercado de trabalho. Como a concorrência pelos profissionais mais bem preparados cresceu, conforme atesta a quantidade de entrevistas feitas nos últimos dois anos, o número de promoções ou mudanças de cargo também subiu.

No mesmo estudo, a Thomas Case identificou que 73% dos entrevistados foram promovidos nos últimos dois anos pelo menos uma vez. A maior parte mudou uma vez (34%), mas também é sensível o número de profissionais que trocou de função ou de empresa duas (21%), três (8%), quatro (4%) e até mais de quatro vezes (6%) durante esse período.

“Como os profissionais estão dispostos a trocar de emprego, desde que seja algo melhor, tanto em termos de salário como em ambientação, que na maioria dos casos é o fator mais importante nessas trocas, as empresas têm feito mais retenção de talentos. As companhias estão mais preocupadas em saber se os profissionais que elas têm hoje estão felizes. Elas querem evitar qualquer contra-tempo”, analisa Chadad.

“As empresas têm feito retenção de talentos”, avisa Chadad (Foto: divulgação)


Ariel Cannal

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