Nossas Noticias

Navegue pelas últimas novidades sobre RH e encontre novas

possibilidades para você e para o seu negócio.

Mulheres: elas chegaram ao alto escalão. E os salários, acompanham a ascensão?

Será que a mulher, em pleno século XXI, ainda não alcançou o salário igual, ou maior que os homens no mesmo patamar profissional?

Que as mulheres são mais sensíveis, atentas aos detalhes, com grande capacidade analítica, justas, transparentes e que agregam equilíbrio ao ambiente corporativo nas empresas, isso a maioria dos grupos empresariais já percebeu. E que as mulheres estão conquistando, dia-a-dia, o seu espaço no mercado de trabalho, ocupando posições que antes eram direcionadas apenas aos homens, também não é novidade. O que resta saber - e questionar - é se a mulher, em pleno século XXI, já alcançou o salário igual, ou maior que os homens no mesmo patamar profissional.

Uma recente pesquisa feita pelo IBGE, em 2008, é, no mínimo, preocupante: embora as mulheres tenham estudado mais que os homens – 59,9% delas estudaram onze anos ou mais, contra 51,9% deles – ainda têm rendimentos menores, mesmo ocupando a mesma função. A fração da discriminação é grande: elas ganham simplesmente, 40% a menos que eles, quase a metade do salário. Para se ter uma idéia, enquanto eles ganhariam R$ 3,8 mil/mês, a mulher na mesma função receberia R$ 2,2 mil.

Contudo, de acordo com um levantamento recente feito pela Catho Online, hoje as mulheres ocupam 21,43% dos cargos mais altos das empresas. Há 12 anos, a média era de apenas 10,39%.

A vice-presidente executiva da Catho Consultoria em RH, Silvana Case é uma dessas mulheres que, pode-se dizer, alcançaram o tão almejado sucesso profissional. Graduada em Psicologia, com cursos de extensão em Administração, Recursos Humanos e Marketing nos Estados Unidos - na Harvard Business School, ela disse não ter sofrido, até hoje, nenhuma situação de inferioridade pelo fato de ser mulher.

“No meu caso o que já ocorreu foi um desgaste maior pela pressão dos homens em, algumas vezes, não querer admitir a competência de uma mulher ocupando o mesmo cargo que eles, e com quase a metade da idade deles”, comenta.

Não por sorte, e sim competência, e boas doses de frieza – quando necessário – para enfrentar as situações adversas, ela conquistou seu espaço e o melhor de tudo: salários até maiores que dos colegas do sexo oposto.

“O fato de ser mulher, há alguns anos, interferia negativamente, pois boa parte do mercado julgava que esta pessoa estava utilizando de artifícios não éticos para subir na carreira. Não se analisava a trajetória, o desgaste, a dedicação e as horas de estudo, em detrimento ao lazer e, muitas vezes, à família”, enumera.

Nem todas as profissionais mulheres tiveram a mesma sorte de obter o reconhecimento merecido que Silvana obteve. Mas, algumas também não podem reclamar, pois, se não ganham mais que os homens – já que isso seria outro fator discriminatório, dessa vez, com eles – pelo menos ganham o justo, igual aos membros do sexo masculino da mesma função.

É o caso da 1ª mulher presidente do Conselho Federal de Contabilidade, Maria Clara Cavalcante Bugarim. Se não ganha mais, também nunca precisou sentir-se injustiçada em relação a empregos. “Nunca ganhei menos que os colegas. Acho que as empresas hoje reconhecem a importância da mulher no ambiente de trabalho. Também nunca passei por situação constrangedora ou mal estar. Só a surpresa mesmo de ser a primeira mulher a ocupar um cargo até então visto como masculino”, cita.

Do outro lado, a diretora de canais da Polycom, Harumi Asahida, não teve a mesma sorte. Ao contrário desta empresa – onde é valorizada – em algumas oportunidades anteriores sofreu ao perceber que, embora tivesse um cargo mais alto que do colega, recebia o equivalente a 10% menos que o salário dele.

“Acho que algumas oportunidades são dadas de formas diferentes. Já aconteceu, inclusive, de eu me candidatar a uma vaga, a qual me sentia apta a exercer, e por ser mulher, sentir uma cobrança maior para mostrar realmente minha capacidade e meus resultados”, comenta, destacando que, quando descobriu que ganhava menos que o colega, questionou, mas não obteve resposta convincente. “Questionar salário não é bem visto pelas empresas. A resposta que obtive era que não seria bom tecer comparações”.

Desde o começo do ano, Harumi finalmente alcançou o objetivo de ser diretora de canais. Está satisfeita com o novo desafio que vai enfrentar, e se diz mais madura em relação a esta questão.

“Hoje não julgo mais. Com seriedade e transparência – acredito que foram os ingredientes fundamentais – consegui galgar meu espaço”, conclui.


Lei nos EUA

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, promulgou, no dia 29 de janeiro de 2009, a primeira lei da sua administração, que consagra a possibilidade dos trabalhadores recorrerem aos tribunais se forem vítimas de discriminação salarial. A iniciativa pretende consagrar, em definitivo, o princípio de salário igual para trabalho igual, independentemente de gênero, raça, nacionalidade e religião.

A legislação leva o nome de Lilly Ledbetter, uma mulher de 70 anos do estado do Alabama que, vinte anos depois de ter começado a trabalhar como supervisora para a fábrica de pneus Goodyear, descobriu que o seu salário era inferior ao dos seus colegas homens que desempenhavam exatamente a mesma função.

Ledbetter processou a companhia e viu o júri determinar que tinha sido vítima de discriminação. Mas a sua luta acabou em fracasso em 2007, quando o Supremo Tribunal dos Estados Unidos indeferiu o processo, alegando que a queixa por discriminação tinha de ser feita até seis meses após o ocorrido.

Nos Estados Unidos, as mulheres ainda continuam a ser discriminadas em termos de remuneração salarial: por cada dólar ganho por um homem, uma mulher ganha apenas 78 centavos.


Pesquisa "A Mulher e o Mercado de Trabalho"

A nova pesquisa da Catho Consultoria em RH, “A Mulher e o Mercado de Trabalho”, enviada para mais de 100 mil executivos em todo o Estado de São Paulo, identificou as diferenças do estilo de liderança entre homens e mulheres.


Matéria de Tatiana Aude publicada originalmente na 368º edição do Jornal Carreira & Sucesso da Catho Online.

Copyright 2009 © Thomas Case & Associados Nota Legal Política de PrivacidadeDesenvolvido por Jungle it! Branding Evolution