Nova tendência: equipes cross-funcionais e multifuncionais

A diversidade nas equipes – em gênero; conhecimentos; estilos de pensamento; fatores de personalidade – está cada vez mais em alta nos negócios de todos os segmentos pelo mundo afora, por trazer benefícios muito claros e vantagens competitivas para as Organizações, como liderança, motivação e resultados.

Pesquisa recente publicada na Harvard Business Review avaliou a diversidade em duas formas diferentes: inerente (traços com os quais as pessoas nascem) e adquirida (traços desenvolvidos pela experiência). A pesquisa revelou também que em empresas com ambos os tipos de diversidade, seus funcionários são 45% mais propensos a perceberem um crescimento de mercado e 70% mais inclinados a identificarem um novo nicho de mercado.

Como resposta para esse estudo, as estruturas organizacionais devem se basear em grupos de trabalho, com o intuito de tornar as empresas mais eficientes e focadas em seu mercado, com menos complexidade do ponto de vista da gestão. Essas estruturas consistem em equipes formadas por profissionais com diferentes funções e/ou especialidades para atingir um objetivo geral. São as chamadas equipes “cross-funcionais” e “multifuncionais” compostas por colaboradores de diversos departamentos que trabalham juntos, tornando-as, entre outros detalhes, Organizações menos hierárquicas e mais articuladas.

A forma com que as equipes se organizam é, em sua maioria, a colaboração entre profissionais dos mais diferentes perfis e competências, bem como os que fazem variadas atividades, em vez de ficarem presos a um cargo ou a uma função. As frases “fiz minha parte” ou o “meu trabalho é esse” estão desaparecendo nas corporações.

Essas equipes são formadas por um determinado tempo ou demanda específica. Seus membros continuam executando suas funções habituais, mas se reúnem com os outros membros num horário, dia ou até conclusão do trabalho. Entre si, existe uma sinergia propícia ao desenvolvimento do produto e/ou serviço com a troca de experiências e o intercâmbio interdepartamental.

Entre as vantagens desse tipo de estrutura está a quebra de barreiras entre as áreas; a velocidade nos processos de resposta e de tomada de decisão; a facilidade na comunicação entre níveis hierárquicos diversos; a criação de um ambiente mais favorável para inovações; e, a eliminação do nível gerencial (apesar de cada grupo contar com uma característica reduzida de estrutura de gerência). Grandes benefícios para as empresas que buscam equipes de alta performance para criação de produtos ou serviços aperfeiçoados.

Um exemplo que podemos citar são os métodos ágeis de desenvolvimento de softwares – uma alternativa à gestão tradicional de projetos – que formam times que sejam responsáveis pelo produto de “end-to-end”. Em outras palavras, o time é designado desde a concepção de uma ideia até a entrega final do produto funcionando. Para que isso seja viável, as equipes passam a ser cross-funcionais (também conhecidas como cross-disciplinares), pois é preciso que a equipe seja formada por profissionais com todas as habilidades necessárias para desenvolver o produto e atingir o objetivo comum, de forma lépida e exata.

Para concluir, é de grande importância que cada Organização reflita sobre a administração dos tipos de equipes mais adequada às características e às necessidades específicas, entretanto, essa tendência implanta na empresa uma cultura de trabalho em equipe e, já está mais que provado, que as equipes quando estão engajadas são eficazes para qualquer concretização dos propósitos organizacionais.


Norberto Chadad
Norberto Chadad

Norberto Chadad é Engenheiro Metalurgista pela Universidade Mackenzie, Mestre em Alumínio pela Escola Politécnica, Economista pela FGV, Master em Business Administration pela Los Angeles University, CEO da Thomas Case & Associados e Fit RH Consulting, e tem “Paixão por Pessoas”.

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