O oceano azul e o oceano vermelho: onde está a sua carreira?

W. Chan Kim e Renée Mauborgne publicaram em 2005 o livro A Estratégia do Oceano Azul e ensinaram: “Não concorra com os rivais, torne-os irrelevantes”.

Além disso os autores são categóricos em afirmar que “ao invés da luta sangrenta no oceano vermelho da competição nos moldes conhecidos, deve-se criar estratégias inovadoras para desbravar oceanos azuis de espaços inexplorados de mercado.”

Esta é uma verdade também para as nossas carreiras.

Diante de uma cybercultura (termo introduzido pelo filósofo, sociólogo e pesquisador francês Pierre Lévy) que integra a tecnologia, o virtual e a cultura, não podemos ficar alheios à imprevisibilidade do futuro das profissões.

Inovar a si mesmo é o caminho para a diferenciação dos nossos potenciais diante de um mundo que parece oferecer as mesmas fontes e possibilidades a todos nós.

Criar o nosso oceano azul passa pela elaboração da estratégia de reorientação interna para a geração de inovação de valor em toda a vida e carreira. Significa sair do lugar que estamos e ir para além de onde poderíamos ir.

Sabiamente os autores nos lembram que a “estratégia deve possuir três qualidades: foco, singularidade e consistência”. Esta estratégia pressupõe eliminar nossas crenças limitantes; deixar o passado para trás (não volta mais!); partir para além do presente; e, ter coragem e determinação para mudar.

Faz-se necessário aumentar o valor que temos, desenvolvendo atributos que não possuímos e construindo nossas novas possibilidades de atuação, agindo nas alternativas atuais e futuras de nossa experiência profissional.

Como nos ensina o livro é “necessário estar atento às novas tendências e vislumbrar o impacto” que causarão na carreira. Comprovando-se as novas tendências é importante identificar o que nos falta em termos de competências, habilidades, experiências e atitudes para eliminar os gaps.

E, é claro, que não se pode esquecer de buscar e criar, incessantemente, conhecimentos e experiências a fim de que sejamos eficazes (atingimento do resultado), eficientes (controle do processo para chegar ao resultado) e efetivos (o que ficou de valor para mim e para o outro).

Não podemos esquecer de utilizar os outros e suas carreiras como fonte inesgotável de aprendizados e informações. Ao analisarmos trajetórias diferentes das nossas, identificamos onde estão as ‘fronteiras’ dos outros e perseguir a meta de ultrapassarmos estas fronteiras, se ainda não o fizemos.

Igualmente, pensando em nossas carreiras como produto do acúmulo de investimentos que fizemos; das oportunidades que criamos, identificamos e aproveitamos; e dos resultados que alcançamos, devemos identificar – honestamente – o que construímos, a saber: um produto conformado (imitativo e conformista), um produto migrante (valor incremental) ou um produto pioneiro (valor sem precedentes).

Na estratégia do oceano azul aplicada à carreira haverá lugar para a carreira pioneira, inovadora, agregadora de valor, diferenciada, longe do lugar comum. Esta estratégia nos levará a consolidar as três estratégias fundamentais do poder sobre nossas carreiras: o controle, a influência e a responsabilidade.

Já na estratégia do oceano vermelho caminharemos, com certeza, não para a trabalhabilidade, mas para a escassez do emprego, longe do futuro profissional que almejamos.

Pense nisso!


Marcia Vazquez | Gestora do Capital Humano e de Operações
Marcia Vazquez | Gestora do Capital Humano e de Operações

MBA em Gestão de Pessoas pela Universidade Anhanguera, Certificada em Hogan pela Hogan Brasil, Certificada em Coaching pela International Coaching Community (ICC), Pós-Graduada em Gestão de RH pela Universidade São Marcos, Especializada em Análise Transacional pelo IBAT e Graduada em Psicologia pela FMU

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