Operação carne fraca: uma reflexão sobre a nossa marca pessoal

Estamos assistindo as notícias de adulteração dos produtos de algumas das mais conceituadas empresas de alimentos brasileiras e cuja imagem sempre nos foi tão positiva.

Este fato leva-nos a refletir sobre como seria e o que causaria a ‘Operação Carne Fraca’ em uma carreira.

Nossa marca pessoal e profissional é formada – e mantida –, a partir de algumas premissas que são estruturadas e reforçadas ao longo do tempo, podendo ser melhor apreciada quando praticamos o marketing pessoal.

O marketing pessoal propicia apresentarmos a imagem que criamos e apresentamos no meio profissional, influenciando a forma como os outros olham para nós e nos reconhecem.

Podemos, então, afirmar que a nossa marca produz a reputação que vamos ‘carregar’ e apresentar por toda a vida profissional e que ela é um bem dos mais preciosos.

Nossa marca apoia-se igualmente na postura e na aparência que apresentamos no meio em que vivemos, que nos distingue dos demais e que pode ajudar no impacto que causamos nas pessoas.

Nossa marca deve transmitir o autoconhecimento que temos, demonstrando nossos talentos e, principalmente, a aplicação dos mesmos no dia a dia pessoal e profissional.

Nossa marca tem de expor nossos objetivos e nossa capacidade de agir na força do propósito que perseguimos na vida e na carreira, levando-nos a conquistar a confiança de nossos líderes, pares, clientes, fornecedores, parceiros e todos que aqueles que esperam de nós uma entrega de valor e resultado.

Nossa marca precisa estar alinhada com a nossa personalidade e ser reconhecida nos comportamentos que exibimos em todo o tempo, comprovando que sabemos o que estamos fazendo e porque estamos fazendo.

Nossa marca tem de nos garantir experimentar realizações e vitórias, mas também vivenciar a dor, os fracassos e as frustrações, mantendo a visão da realidade e a própria autoestima.

Nossa marca exige que tratemos bem o poder, o que parece não ter acontecido com os envolvidos na ‘Operação Carne Fraca’, pois se trata de uma questão de escolha e responsabilidade.

O poder pessoal tem como base a estrutura de funcionamento da própria pessoa e mostra-se disponível em toda e qualquer atividade que alguém execute. Para conquistá-lo e mantê-lo em nossa marca, precisa de um esforço pessoal contínuo e atenção às demandas externas que possam desviar-nos do caminho reto, destruindo esta marca.

Nossa marca, tanto quanto a marca das empresas envolvidas na ‘Operação Carne Fraca’, faz-se na liberdade das escolhas, nas responsabilidades que assumimos, na força de nossa vontade, na capacidade de agir ao encontro de nossos intentos e na união da palavra à ação, contemplando nossa integridade.

“Como as verdades se alteram e o propósito se forma, transforma e, às vezes, deforma, é necessário que tenhamos (….) coragem (…) para nos reprogramarmos e nos centrarmos no essencial (novamente o propósito).” (ANE ARAUJO, 1999)

Nossa marca é deixada no ambiente corporativo através da influência que exercemos, aglutinando nossa energia vital, nossa personalidade, nossa inteligência, nossas competências, nossos interesses e, sobretudo, os valores que nos movimentam.

Trabalhemos para que nunca sejamos levados a colidir com uma ‘Operação Carne Fraca’ em nossa carreira, que nunca deixemos de ser fortes e prestigiados pela semeadura que fizemos, pois a colheita é sempre obrigatória!


Marcia Vazquez | Gestora do Capital Humano e de Operações
Marcia Vazquez | Gestora do Capital Humano e de Operações

MBA em Gestão de Pessoas pela Universidade Anhanguera, Certificada em Hogan pela Hogan Brasil, Certificada em Coaching pela International Coaching Community (ICC), Pós-Graduada em Gestão de RH pela Universidade São Marcos, Especializada em Análise Transacional pelo IBAT e Graduada em Psicologia pela FMU

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